26 de fevereiro de 2010

Paciência, palavra aliada da esperança. Rogamos por ela quase que diariamente, pedimos paciência na esperança de alcançarmos um objetivo, quando o ônibus demora e estamos loucos para chegarmos em casa ou no consultório quando o médico não chega nunca. Quando temos a esperança de nos adequarmos a alguém ou porque não vemos o mundo em que vivemos melhorar, só piorar.
Será que o exercício do nosso pedido de paciência não está deturpado? Ofuscado pelo nosso bel prazer? Queremos tudo do nosso jeito, não sabemos esperar, não fomos acostumados a não agir.
Mas a verdade é que na maioria das vezes, o mundo e as pessoas é que precisam ter paciência conosco. Nos posicionamos em nosso meio como herois, quando somos verdadeiros carrascos.
Não peça paciência para você, peça de forma singela que tudo e todos possam lapidar o seu jeito de ser e querer na vida, somos diamantes brutos, precisamos compreender que certos caminhos e circunstâncias servem justamente para nos tornar preciosos e mais bonitos também.
Se não consegue adaptar-se ao jeito de amar de uma pessoa, peça que Deus transforme você, o seu modo de enxergar e conviver com este amor que está sendo ofertado de forma ímpar. Não peça paciência para aceitar o mundo do jeito que está, mas seja tolerante, fazendo a sua parte e contribuindo para vislumbrar o tão sonhado MUNDO que você espera. Boa Sorte! Beijo grande!
Tatá Marinho.

17 de fevereiro de 2010

Afinal o que é ser normal? Quais os critérios para se considerar uma pessoa anormal? Qual é o padrão de normalidade? Este é um assunto delicado, diria até ousado. A deficiência está nos olhos de quem vê, ou no tamanho do preconceito que se tem. Nós, pessoas com deficiência, precisamos matar um leão todo dia para mostrar o quanto somos capazes. Capacidade não se mede no modo como a pessoa anda, vê, fala,ou escuta. E não é só no mercado de trabalho, já ouvi depoimentos em que a exclusão e rotulação, começa em casa no ambiente familiar. A própria família faz da pessoa com deficiência, um ser ineficiente.
Podam tanto o indivíduo, que acabam limitando mais do que as próprias limitações já existentes, limitam suas eficiências, não permitindo o seu desenvolvimento. O que é um erro!
O primeiro passo para toda família é tratar a seqüela, dar o devido cuidado em cada caso. Depois procurar dar o suporte suficiente para que haja o desenvolvimento físico e intelectual desta pessoa, de acordo com a sua realidade.
Os tabus e preconceitos muitas vezes desqualificam a pessoa, porque acabam bloqueando a real capacidade que se tem de produzir e contribuir voluntariamente. Costumo dizer que Deus me presenteou com uma família abençoada e valente, que nunca me deu moleza não.rsrsrsrsrsrsrs.
Nunca estudei em escolas "especiais", nada contra, que isto fique claro como água.
Mas no meu caso foi o ponto crucial, para que eu estivesse dentro de um contexto diferente do meu cotidiano. A minha percepção era o tempo todo, todo dia, aguçada a fazer o que as outras pessoas à minha volta faziam, embora, também percebesse que em muitas situações, estava limitada a não realizar determinadas tarefas, foi o que me deu a noção de adequar as atividades, às minhas capacidades, sem constrangimento algum.
Devido a tratamentos e cirurgias fui alfabetizada em casa, quando fui para a escola, a minha faixa etária era mais elevada, isso não foi positivo, não tinha muita paciência com a discrepância de idade,não era muito grande a diferença, mas sempre era a mais velha da turma e tinha algo incomum( a forma de caminhar)essa diferença me deixava meio que a margem das circunstâcias, com o passar dos anos fui superando isso também.
Mas acabou dando tudo certo! Cumpri todas as turmas de ensino fundamental e médio, levei bomba também; até nisso fiz questão de estar na igualdade. Rsrsrsrsrsrsrsr.Brincadeira!!!!!!!!! Quero dizer que fiz tudo igual a qualquer pessoa,reprovar foi infoetúnio mesmo, queria ter pulado esta parte, mas sobrevivi. Hoje aos 35 anos, estou formada em gestão de pessoas, e realizada por ter conseguido retribuir para os meus pais, irmãs, filho e amigos todo o apoio que recebi.
Pessoas que nunca me colocaram em uma redoma, nunca me limitaram a nada, em muito contribuíram para que literalmente pudesse caminhar sempre em frente, quando eu dizia que não podia, eles diziam que eu podia sim e que iria em frente. Um forte abraço a todos que fizeram e farão sempre parte desta conquista!!
Tarciana Marinho.

15 de fevereiro de 2010





Me responda, o que é mais fácil: Atravessar uma ponte ou escalar uma parede? Existe gente por aí que levanta verdadeiras paredes em suas vidas. Com o social, com as pessoas, com oportunidades únicas e principalmente para o amor. Parede serve para delimitar espaços, dividir opiniões, bloquear caminhos e distanciar pessoas. Quebre tabus! construa pontes entre culturas diferente da sua, entre algum preconceito que você tenha e a vontade de entender os motivos dele, atravesse a ponte e aperte o play para uma nova profissão. Faça uma ponte entre o mundo e você mesma(o), não seja solitária(o) por culpa das paredes que você construiu com as pedras e paus que encontrou em seu caminho. Com muita propriedade lhes digo que é mais fácil atravessar uma ponte. Boa Sorte! Um forte abraço!

Tarciana Marinho.

14 de fevereiro de 2010

Nada é de fato eterno, humanamente falando, tudo se modifica: seu corpo se transforma com o passar dos anos, suas ideias mudam à medida que você amadurece ou você não amadurece, e suas ideias engessam. Sentimentos tornam-se melhores ou piores, dependendo do tratamento que você dá a eles. Você de repente passa a amar incondicionalmente, quando se vê mãe, e tudo o que você tinha arrumado na cabeça sobre o amor muda de figura. Em alguns momentos você vê a paixão que você tinha pelo seu marido, transformar-se num amor fraternal tão grande, que acaba ocupando um lugar maior no seu coração e você passa a tê-lo quase como um irmão. Em algum momento da vida você percebe que ama e considera mais um grande amigo, do que os irmãos que você tem pelos laços de sangue. Em fim, nossas vidas e nossas histórias estão em uma evolução constante, e ainda bem que é assim. Imagine se não fossemos capazes de transformar nossos pensamentos, vontades e objetivos. Mire-se sempre na metamorfose das borboletas, no casulo, ainda largata feia e até asquerosa, espera pacientemente pelo seu momento triunfante de bater asas, agora como um lindo bicho colorido e encantador. Quem imagina que àquele "ser" quase desprezível será logo uma borboleta? A escolha é sua, permanecer sempre num casulo sem nada fazer por muito tempo ou passar pela metamorfose e transformar-se na mais bela criatura que já existiu, único como a borboleta. Mas assim como elas, não somos para sempre, por isso devemos decidir agora como gostaríamos de ser lembrados : borboletas ou largatas???????????????
Serei eu uma borboleta!




Tarciana Marinho

12 de fevereiro de 2010


Certas pessoas quando recebem amor, se envaidecem, ficam soberbos e lançam a figura do ser amado e o seu coração direto na lata do lixo. Além de não serem recíprocos, fazem questão também de não serem leais, ao ponto de não dizerem a verdade sobre o que realmente sentem.
Qualquer coisa pode ser dita, o que não é coerente é o descaso, o desprezo, a ignorância que muitas vezes dá voz a guerras e lágrimas. Ninguém está obrigado a amar sem sentimento, mas também ninguém tem o direito de tratar o outro como um NADA. O mundo gira em círculos e não se iluda, voltamos sempre para o mesmo lugar, outras cores, outros rostos e situações, mas sempre o mesmo lugar, o que era branco passa a ser preto, o que era rua passa a ser avenida e por aí vai, mas é sempre o mesmo lugar de sempre. O mesmo acontece com sentimentos, hoje faço sofrer, amanhã.......
Tarciana Marinho.


"Socorro alguém me dê um coração que esse já não bate nem apanha.Por favor uma emoção pequena, qualquer coisa que se sinta, de tanto sentimento deve ter algum que sirva......."


É EXATAMENTE ISSO QUE EU FAÇO! RSRSRSRSRSSSSRSSRSRSRRSSRSRRSSRSR!!!!!!!!!