14 de fevereiro de 2010

Nada é de fato eterno, humanamente falando, tudo se modifica: seu corpo se transforma com o passar dos anos, suas ideias mudam à medida que você amadurece ou você não amadurece, e suas ideias engessam. Sentimentos tornam-se melhores ou piores, dependendo do tratamento que você dá a eles. Você de repente passa a amar incondicionalmente, quando se vê mãe, e tudo o que você tinha arrumado na cabeça sobre o amor muda de figura. Em alguns momentos você vê a paixão que você tinha pelo seu marido, transformar-se num amor fraternal tão grande, que acaba ocupando um lugar maior no seu coração e você passa a tê-lo quase como um irmão. Em algum momento da vida você percebe que ama e considera mais um grande amigo, do que os irmãos que você tem pelos laços de sangue. Em fim, nossas vidas e nossas histórias estão em uma evolução constante, e ainda bem que é assim. Imagine se não fossemos capazes de transformar nossos pensamentos, vontades e objetivos. Mire-se sempre na metamorfose das borboletas, no casulo, ainda largata feia e até asquerosa, espera pacientemente pelo seu momento triunfante de bater asas, agora como um lindo bicho colorido e encantador. Quem imagina que àquele "ser" quase desprezível será logo uma borboleta? A escolha é sua, permanecer sempre num casulo sem nada fazer por muito tempo ou passar pela metamorfose e transformar-se na mais bela criatura que já existiu, único como a borboleta. Mas assim como elas, não somos para sempre, por isso devemos decidir agora como gostaríamos de ser lembrados : borboletas ou largatas???????????????
Serei eu uma borboleta!




Tarciana Marinho

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