Cárcere
Sou triste como a bela que perdeu o esposo; até em sonhos me deixas!
Queria ver-te preso em minha cela e assim permitir que tu abra as pernas da minha paixão......
Os gemidos que escutas são apenas as minhas queixas.
Sou triste como o morto na laje fria; enquanto a espera é absoluta, me torturas a cada carência, a cada violento NÂO.
Concedo-me a graça de ver talhado em ti a nobreza de frente, um sentimento se desnudando no meio de tanta gente.
Sou triste como a flor que morre ou como a prece que desmaia ao findar do dia.

Autoria: Tarciana Marinho
Texto do livro que escrevi: Ausências,1997
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