11 de fevereiro de 2010

Tédio
Sobre minh' alma, como sobre um trono, senhor brutal, pesa o aborrecimento.
Como tardas em vir, último outono, lançar-me as folhas últimas ao vento!
Oh! dormir no silêncio e no abandono,só, sem um sonho, sem um pensamento.
E no letargo do aniquilamento, ter ó pedra, a quietude do teu sono!
Oh! deixar de sonhar o que não vejo! Ter o sangue gelado,e acarne fria!
E, de uma luz crepuscular veleda,
Deixar a alma dormir sem um desejo,ampla, fúnebre,vazia
Como uma catedral abandonada!!!!!!!!!
Olavo Bilac

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