Dias de Lágrimas
Sempre que a minha fé é provada, recolho-me a insignificância que tenho diante de Deus e simplesmente oro pedindo sua misericórdia. Tive um encontro especial com Ele, que só me fez crer cada dia mais e apenas confiar em seu poder.
Faz 10 anos que Deus firmou comigo uma aliança de amor e respeito, do mesmo jeito que fez um dia com Abraão. Estava no meu segundo mês de gravidez e fui para minha consulta rotineira de pré-natal, como toda mulher grávida faz, chegando lá, o médico da primeira consulta havia sofrido um grave acidente e fora substituído, isso foi um choque pra mim. Pois bem, não podia deixar de seguir em frente com a consulta, mas aquela novidade(o afastamento do outro médico)parecia um prenúncio de uma tarde cheia de situações desagradáveis. Ao entrar no consultório, o substituto já com minha ficha em mãos, pergunta:
-Tudo bem? está sentindo alguma coisa?
Achei esquisito mas respondia o que ele ia questionando sem maiores inquietações. O médico mediu a barriga, pesou, aferiu a pressão e quando volto a sentar na frente dele, desastrosamente ele me vem com o seguinte:
- Olhe Tarciana, aparentemente está tudo bem, mas você deve se preparar para tudo, até para o fato de não segurar essa gravidez!!!!!!!!!!!!!!!
Seco assim, dessa maneira sutil. Então não podia deixar de indagar:
-Qual é a complicação? Perguntei.
- Você não possui passagem pélvica para a saída do nenem, sua coluna tem uma certa fragilidade para a aplicação da anestesia, no caso de uma cesariana e o peso da barriga em si, pode prejudicar a sua estrutura óssea. Achei aquilo de uma indelicadeza, pé no chão demais, sei lá.........
Tremia dos pés a cabeça e me veio um misto de raiva e medo, tudo junto. Respirei fundo e disse a ele que não voltaria mais lá e que não aceitava aquela palavra de reprovação. Saí dali quase sem reação, recordo que parei em uma lanchonete fora do hospital e na hora em que estava sentada ali, me veio na mente a bíblia, a parte onde Deus firma uma aliança com Abraão, prometendo a ele um filho(Isaac) e dizendo-lhe ainda que a sua decendência seria incontável. Sarah sua esposa deu à luz a Isaac já anciã. Então naquele momento pedi à Deus que tivesse misericórdia e que se fosse da vontade dele, assim como foi na vida de Sarah, que ele me desse a permissão para ter o meu filho. Seguiram-se dias de lágrimas, aquilo me fragilizou muito. Realmente tive muitas dificuldades, aos seis meses de gestação, precisei ficar até o final da gravidez me locomovendo através do auxílio de uma cadeira de rodas, por causa do barrigão.
E que barrigão bonito!!!!!!!!!!!!! Mas naquele dia da consulta, firmei um pacto com Deus e Arthur Henrique está aí, lindo, grandão e normal. E não possuo nenhuma seqüela da gravidez, ou seja, Deus fez prova de seu poder mais uma vez e moveu o sobrenatural para me ajudar.
Sempre que pensamos em milagres, achamos que algo fenomenal precisa ser visto, e não é assim, o milagre está justamente em tudo o que não se pode ver.
No prato de comida todo dia, nos livramentos, no diagnóstico sem câncer, na casa para morar, no nascimento de uma criança em situação totalmente adversa, no emprego que temos, no amor que temos e podemos ofertar, em tudo o que é vitória. O milagre está em tudo o que tem o agir de Deus!!!!!!!
Um forte abraço!
Tarciana Marinho.
Tive uma gestação normal, com dificuldades normais a qualquer gestante com problemas inerentes da gravidez. Arthur nasceu forte saudável e de nove meses. A única relevância foi o fato da cadeira para a locomoção.
ResponderExcluir